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O livro está dividido em três partes. Na primeira, a partir de uma antropologia da vida cotidiana, Norbert Rouland desvela a complexidade que, sob diversos aspectos (inclusive jurídicos), caracteriza a China urbana. Na segunda, o autor enfoca suas trocas acadêmicas com estudantes e professores de importantes instituições chinesas e, em meio a elas, discute, entre outras, a questão da democracia na China. Por fim, na terceira, Rouland aborda a China rural e as minorias, de Guizhou ao Tibete. Na conclusão, explorando a dualidade das categorias yin e yang, Rouland enfatiza a ambivalência que caracteriza a sociedade chinesa, de modo a desconstruir as representações caricatas que se projetam sobre ela.
Tradução de Flávia Yacubian.
Norbert Rouland é Professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de Aix-en-Provence. Foi também membro do Institut Universitaire de France, onde criou a cadeira de “Antropologia Jurídica”. É Doutor em Direito (Direito Romano), em Ciência Política e em Antropologia Jurídica. Além de suas atividades acadêmicas na França, foi visiting professor na McGill University e na Université de Laval, Canadá. Como antropólogo, fez diversas viagens de pesquisa ao exterior, especialmente entre os Inuits da Groenlândia e da Nova Quebec. Mais recentemente, o autor também desenvolveu pesquisas no Brasil, na Rússia e, especialmente, na China. A sua obra representa uma das mais importantes contribuições contemporâneas para o desenvolvimento da antropologia jurídica. Entre seus principais livros destacam-se, especialmente, os seguintes: Rome, démocratie impossible? Les acteurs du pouvoir dans la cité romaine (1981); Anthropologie juridique (1988); Aux confins du droit-Anthropologie juridique de la modernité (1991); L’anthropologie juridique (1990); L’État français et le pluralisme (1995); Droit des minorités et des peuples autochtones, escrito com Jacques Poumarède et Stéphane Pierré-Caps (1996); Introduction historique au droit (1998); Du droit aux passions (2005); Voyages aux confins du droit, escrito com Jean Benoist, (2012); À la découverte des femmes artistes: une histoire de genre (2016); Retour du Brésil: impressions d’un juriste anthropologue français (2018); Ciels au-delà du ciel. La Chine et les Chinois: croiser nos regards (2022).