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A autora demonstra como as normas sociais e institucionais moldam corpos, afetos e subjetividades, promovendo exclusões e hierarquias. De forma incisiva, mas didática, questiona as estruturas opressoras e propõe a desobediência como ferramenta de transformação e libertação. A obra nos convida a recusar as normas impostas, celebrar as diferenças e, assim, construir novos cenários afetivos e políticos, onde a pluralidade e a vulnerabilidade são vistas como potências. Enriquecida por ilustrações autorais que transbordam para a capa e o projeto gráfico, a obra é um convite visual e textual à desobediência que transforma e constrói novos mundos.
Andreone T. Medrado é negra, travesti, monstra, neurodivergente, baiana, não monogâmica e não heterossexual. De formação é bióloga (UNIFIEO), psicóloga (USP), mestre em Fisiologia Humana (IB-USP) e doutora em Psicologia (IP-USP). Sua pesquisa investiga as relações entre nojo, desejo, gênero e sexualidade, com foco nas dinâmicas de poder e nos marcadores sociais da diferença. Articula Psicologia Crítica, teorias anticoloniais e estudos de gênero para analisar como o desejo é regulado por discursos normativos. É coautora de “Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade” (2023) e autora do livro “Ensaios Sobre o Colonialismo: higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa” (2025), ambos pela editora Telha. É docente, palestrante, escritora e fundadora do Podcast Devaneios Filosóficos.