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Terricídio, ensina a autora, é a agressão contínua à ordem cósmica, que vai além da destruição física dos ecossistemas, atingindo também as dimensões espirituais, culturais e identitárias dos povos. Ao longo da obra, Moira denuncia o genocídio histórico e contemporâneo contra os Povos Indígenas, a violência de gênero, o racismo, o extrativismo predatório e a colonização cultural.
A autora compartilha sua trajetória pessoal e política, desde a redescoberta de suas raízes até a luta pela recuperação de territórios ancestrais, destacando a importância da espiritualidade, da memória e da resistência coletiva. Moira propõe uma revolução telúrica, um despertar identitário e epistemológico que busca resgatar a sabedoria ancestral dos povos ligados à Terra (Povos Telúricos), opõe-se às estruturas coloniais, capitalistas e patriarcais que sustentam o Terricídio e busca restabelecer o Bem-Viver como direito fundamental de todos os seres.
Terricídio: sabedoria ancestral para um mundo alterNATIVO é um manifesto pela vida, pela justiça e pela reconexão com a Mapu (Terra), mobilizando leitores e leitoras para se unirem na construção de uma nova matriz civilizatória, baseada no respeito, na reciprocidade e na amorosidade com todas as formas de existência.
Tradução de Lívia Burgos Lopes Fonseca.
Moira Ivana Millán nasceu em 20 de agosto de 1970, em El Maitén, província de Chubut, Patagônia. Seus pais, mapuches tehuelches, pertencem a diferentes territórios da Patagônia. É gêmea de um menino, Mauro Millán, e tem seis irmãnes. É weychafe, ativista mapuche, defensora da natureza e do seu povo, mãe e avó. É roteirista de cinema e escritora. Publicou artigos em diversas coletâneas feministas e ambientais. Em 2019, publicou seu primeiro romance “El Tren Del Olvido” e em outubro de 2024, “Terricídio”. Vive no campo, em território recuperado no sul da Puelwillimapu.